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segunda-feira, 5 de abril de 2010

TA BRABO AGUENTAR O FOSSATI


Ta brabo agüentar o Fossati

Domingo passado, após perdermos a segunda partida consecutiva para o poderoso Caxias em Caxias do Sul e ficarmos seis jogos sem vitórias, pensei “pelo menos agora o Fossati é demitido”, mas como de costume a solidária e fraternal direção colorada passou a mão no uruguaio e deu a chance a ele de continuar com seu emprego, com um ultimato, vencer o Cerro não o do Paraguai o do Uruguai no Beira-rio pela Libertadores.

Ora se não vejamos, jogar contra um time mediano do Uruguai em Porto Alegre com mais de 40 mil pessoas no Beira-rio no mínimo seria uma missão tranqüila para qualquer treinador se não fácil, ainda mais com os jogadores disponíveis. Mesmo assim foi um sufoco, a equipe jogou mal, sem jogadas de infiltração, os jogadores estavam estáticos e num lance de sorte do Walter fizemos um a zero e Alecsandro ampliou, bem vencemos.

Neste domingo pelo Gauchão era vida ou morte contra o poderoso Universidade, e mais uma vez foi difícil e complicado mesmo vencendo por 4 x0, o primeiro gol foi marcado apenas a 25 minutos do segundo tempo e de pênalti.

Fossati teve três meses de trabalho e ainda não conseguiu fazer o time jogar, muda o esquema demais, alterna o 4-4-2 postado em linha com os dois atacantes flutuando pela área sem posicionar o centroavante Alecsandro como referência, que por muitas vezes faz com que a área adversária fique despovoada e sem jogadas de grande área. Para o 4-2-3-1 a onde ele posiciona os três meias antes do centroavante para que eles flutuem ao redor do centroavante, esquema que seria bom porém os meias do Inter caem muitos para os lados deixando o setor despovoado, o certo seria quando um cair para o lado e outro fechar para o meio . Outro erro monumental de Fossati tem sido inverter as posições de Giuliano destro e D’alessandro canhoto, o destro joga na esquerda e o canhoto na direita, o problema neste ponto e nos cruzamentos e proteção da bola na hora do drible. Como a tendência é você dar o driblo para o lado da perna principal, o drible sai sempre para o meio do campo, setor congestionado o que facilita a marcação adversária. A sorte é que o famigerado 3-5-2 pelo jeito foi mesmo esquecido. Enquanto isso Murici Ramalho praticamente pede para ir treinar o Inter
Agora a partida é na quarta-feira pelas quartas de final do Gauchão contra o Novo Hamburgo.

Taison recebeu proposta do Palmeiras

O atacante Taison afirmou nessa semana ter recebido proposta do Palmeiras, ainda disse que se não for mais aproveitado no Inter, diga-se se não for titular, prefere deixar o Beira-rio. Sinceramente não entendo esses “atuais” jovens jogadores que surgem na base do clube e por fazer meia dúzia de boas partidas já se consideram craques consagrados com o direito de cobrar publicamente a titularidade via imprensa. Taison surgiu na metade de 2008 fez algumas partidas boas, outras nem tanto, mas como o ataque era Alex e Nilmar não tinha muitas chances.

Em 2009 falou que seria seu ano, despontou muito bem no Gauchão virou titular após a venda do Alex para a Rússia e foi artilheiro do regional, porém no Campeonato Brasileiro decepcionou, voltou a erra muito gols, a correr sem sentido e deixou de ser aquele atacante agudo de jogadas de linha de fundo. Neste ano começou como titular , mas novamente fez jornadas fraquíssimas e perdeu a posição para Edu que perderia a posição a Walter. Sinceramente se existir proposta do Palmeiras o Inter deveria envolver o Taison em algum negócio para a vinda do Diego Sousa oferecendo mais algum valor em dinheiro como se especula, Taison teve muitas oportunidades e não conseguiu se firmar em nenhum momento.

NÃO PERCO UMA COLUNA DO SARNEY NA "FOLHA DE S.PAULO"


Impávido colosso


Não perco uma coluna do Sarney na “Folha de S.Paulo”.

Não pela qualidade jornalística ou literária dos seus textos, mas para me surpreender, me divertir e me assombrar com esse quase inverossímil personagem do Brasil moderno, que desafia a imaginação de qualquer ficcionista. Como alguém assim chegou aonde chegou? Como permanece? Que forças estranhas o movem e o protegem? A última foi antológica. Ele se espantava com uma pesquisa que dava a internet como primeira fonte de noticias para os brasileiros, superando o rádio e a TV. “Mas no Maranhão dá TV, imbatível, 80% contra 4,3% da internet”, ressalvava, não se sabe se com orgulho ou vergonha. A pesquisa nacional era preocupante: “Se o alcance da internet começa assim, o que virá depois?” Como a família Sarney é dona da TV Mirante, que exibe a programação da TV Globo e domina a audiência no Estado, algum leitor malicioso pode ser levado a crer que, para ele, o melhor mesmo é que a televisão continue imbatível, porque a internet, como é livre, é uma ameaça ao domínio da informação.

E o pior é que nunca se sabe o que virá depois.

E por que o Maranhão é o Estado mais atrasado do Brasil (também) na internet? Talvez os 40 anos de administração Sarney possam explicar.

Ele diz que ela lhe dá medo: “O volume de informação que ela nos oferece é tão grande que é impossível saber onde está a verdade”, conclui, como se possível fosse encontrá-la nos seus jornais, rádios e TVs. Ah, não se fazem verdades como antigamente, deve se

TVs. Ah, não se fazem verdades como antigamente, deve se lamentar.

Mas o melhor é o final, quando ele diz que “os jornais morrem de duas doenças: a politica e a idiossincrasia”.

“Jornais políticos perdem leitores e a credibilidade; os que têm idiossincrasias com pessoas e escolhem amigos para bajular também contraem o vírus da morte”, sentencia.

A família Sarney é dona de “O Estado do Maranhão”, o jornal que domina o mercado porque não faz politica nem tem idiossincrasias. Tem imparcialidade e credibilidade, do contrário não receberia tantas verbas publicitárias municipais, estaduais e federais.

Que ficcionista! Que pensador! Que visão crítica! Que…

NELSON MOTTA é jornalista.
Nelson Motta, O Globo, 02/04/10

quarta-feira, 31 de março de 2010

DUTRA AVISA, PREPAREM-SE PARA A GUERRA



Companheiros e Companheiras,

Sarney não se conforma com a derrota. Assim como cassou o Governador Jackson Lago, ele tenta anular a decisão do encontro que repudiou sua filha. O Senador Sarney está constrangendo o Presidente Lula e os Dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT).

Vamos nos preparar para a guerra!

Leia as matérias publicadas nos jornais O Globo e Correio Braziliense:







Correio Braziliense – 30 de março de 2010

Pesquisa dá fôlego ao PMDB

Peemedebistas renovam arsenal para pressionar o PT e cobrar apoio nos estados

Temer cobrou do presidente Lula: “Temos que resolver o Maranhão”

O PMDB comemorou e aproveitou o embalo da pesquisa Datafolha, que apontou o crescimento do percentual de votos do candidato do PSDB, José Serra (SP), para cobrar o apoio do PT nos estados. Ontem, antes da solenidade de lançamento da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2, em Brasília, o presidente do partido, Michel Temer (PMDB-SP), conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi direto: “Temos que resolver o Maranhão”, afirmou, referindo-se ao fato de o PT maranhanse ter decidido apoiar a candidatura do deputado Flávio Dino (PCdoB) ao governo do estado contra a governadora Roseana Sarney (PMDB), que concorrerá à reeleição.

Para o PMDB, a decisão dos petistas foi um susto porque, nos últimos dias, o grupo do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recebeu o aviso do comando nacional do PT de que “estava tudo certo” em favor de Roseana. Entretanto, na hora da votação no diretório regional, no último domingo, o apoio a Flávio Dino ganhou por dois votos: 87 a 85. Agora, o PMDB irá pressionar para que o grupo aliado à governadora recorra ao diretório nacional petista e haja uma intervenção regional em favor de Roseana.

Na conversa com Temer, no entanto, Lula apenas assentiu, mas não antecipou o que seu partido fará. Além do problema no Maranhão, o presidente já foi avisado pelos peemedebistas de que não adianta insistir em fazer do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (PMDB), vice na chapa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT ao Palácio do Planalto.

O presidente do BC não teria votos hoje numa convenção do PMDB para ser escolhido vice, ainda mais com a candidata petista estacionada e Serra apresentando uma certa recuperação de terreno. Portanto, o próprio Lula se encarregaria de dizer a Meirelles que, embora ele seja queridíssimo do governo, os peemedebistas querem dar a Dilma um vice com “mais cara de PMDB”. Ou seja, Meirelles será mesmo candidato ao Senado, pelo menos diante do quadro atual.

segunda-feira, 29 de março de 2010

ARTICULAÇÕES, BASTIDORES, MARKETING E VOTOS


ARTICULAÇÕES, BASTIDORES, MARKETING E VOTOS

A decisão do PT em apoiar Flavio Dino foi um duro golpe nas pretensões da governadora Roseana Sarney, depois de promete aquilo que não queria como três secretarias e mais o cargo de vice-governador e fazer de tudo por esta aliança, foi renegada e da forma mais dura, por apenas dois votos. Fruto de alguma traição. Essa decisão remete a uma reflexão, eleição se ganha nas articulações, nos bastidores, no marketing e nos votos é claro. Essa derrota representa que o planejamento da governadora não vai bem como ela e seus assessores insistem em afirmar.

O marketing publicitário da governadora vai bem, já que é a única coisa que anda fazendo, é tal de vem aí pra cá! Vai ser construído aquilo lá! E ações concretas não existem, mas os outdoors e as propagandas são muito bem feitos. Nos bastidores os rumores afirmam que a preocupação é grande, porque apesar de todos os investimentos (nas suas próprias empresas, Mirante por exemplo) em propaganda a popularidade de Roseana não decola, deve ser por isso que Roseana tanto fala da ministra Dilma, o pior é que as pesquisas a colocam em uma situação muito pior que a de 2006 quando perdeu a eleição para o ex-governador Jackson Lago.

A derrota ao perder a aliança com o PT mostra que suas articulações em torno das coligações também estão mal, apesar de transmitir um ar de superioridade como se aproxima eleição já estivesse ganha, por atrair diversos prefeitos em torno de sua base de apoio, o quadro real mostra que o prestígio de Roseana está em baixo que ninguém mais acredita nas suas promessas e não teme suas chantagens e seu poder, um rei temido quando perde o respeito e deposto, é o que acontecendo. Agora os votos são com a população, apesar de que no Maranhão quem escolheu a governadora foram quatro ministros do Tribunal Superior Eleitoral, mas a princípio será a população maranhense quem decidirá o que é melhor para o nosso Estado. O atraso de 40 anos o governo "agora é a vez do povo"?

FLAVIO DINO DERROTA ROSEANA SARNEY E TERÁ APOIO DO PT

Ao anunciar a vitória da tese que defende o apoio do PT à candidatura do deputado federal Flávio Dino (PCdoB) ao governo do Estado, por 87 votos a 85, o secretário nacional de Organização do PT, Paulo Frateschi, descartou qualquer possibilidade de intervenção do Diretório Nacional no PT maranhense.

“As regras foram seguidas, tem uma proposta vencedora e é com essa que o Partido dos Trabalhadores vai trabalhar”, assegurou.

Após o resultado, Flávio Dino foi ao local agradecer aos delegados e àqueles que defenderam a tese de sua candidatura. “Podem ter a certeza que todos vocês irão se orgulhar disso, irão olhar para o espelho todos os dias pela manhã e dizer: eu estava no dia que nós ganhamos o primeiro turno da eleição de governador. Hoje, estamos mudando a história política do Maranhão”, completou.

Durante discurso direcionado aos dirigentes do PT e, em especial, à sua militância, Flávio Dino pregou a união de todos os petistas a fim de marcharem juntos num projeto de mudança para o Maranhão. “Peço fraternalmente que dividam comigo essa responsabilidade de, a partir de amanhã, colocar todo o Partido dos Trabalhadores unificado na campanha e com o mesmo objetivo”, conclamou.

Flavio Dino disse que a vitória obtida neste sábado é apenas o início de um movimento que vai “tomar conta” de todo o Maranhão. “Amanhã começa a onda vermelha. Então, vão à Rua Grande e comprem pano vermelho, por que tenho certeza que ele vai faltar no Maranhão", brincou.

Principal articulador do grupo vitorioso, o deputado federal Domingos Dutra mostrou-se satisfeito com o apoio do PT ao nome do deputado federal Flavio Dino. “Não adiantou a Roseana ligar para as pessoas, fazer chantagem, oferecer dinheiro, pois o povo do Maranhão não aprovava esse casamento de ‘jumento com avestruz’, portanto não tinha como dar certo. E assim como em 2006, nós iremos novamente derrotá-los”, disse, confiante.

Fonte:Jornal Pequeno

quarta-feira, 24 de março de 2010

12 TESES E 1/2 SOBRE A CONJUNTURA DO MARANHÃO

1. Nunca é demais lembrar o ponto central das disputas políticas no Maranhão, do ponto de vista democrático de esquerda, que é o enfrentamento da mais velha oligarquia do país. Esta foi a tônica predominante nas últimas décadas, com seus acertos e erros, sucessos e derrotas.

2. Filha direta da ditadura militar, a oligarquia se manteve no poder durante quatro décadas em virtude, em primeiro lugar, das relações com o poder central, com o que teve e tem acesso a cargos federais e verbas públicas, manejados visando preservar e ampliar seu poder. Dos militares, apoiou a Nova República (do PMDB de Tancredo Neves), passando depois pelo PSDB de Fernando Henrique e agora pelo PT de Luís Inácio.

3. Sua ideologia é não ter ideologia, abraçando qualquer idéia, desde que oriunda do centro de poder, num governismo e adesismo congênitos que a transformaram desde sempre numa oligarquia ?de uso exclusivo da Presidência da República?. Numa eventual vitória tucana em 2010, logo a veremos reconvertida ao credo do PSDB, dando-lhe sustentação política e governabilidade.

4. Em outro ângulo, a oligarquia também é produto e patrocinadora minoritária do processo de modernização conservadora da economia. Processo levado adiante pelo grande capital nacional e estrangeiro, com o apoio decisivo do Estado, e que transformou o Maranhão num corredor de exportação de produtos e insumos básicos, ao custo da superexploração dos trabalhadores, da destruição da agricultura familiar, da explosão dos conflitos no campo, do assassinato de lideranças populares, da destruição do meio ambiente. Nesse sentido, a oligarquia é expressão e aliada orgânica do grande capital.

5. A modernização conservadora também modificou parcialmente as bases de sustentação da oligarquia. Pois, ao lado do patrimonialismo (uso da máquina federal e estadual, nepotismo, clientelismo e corrupção), a oligarquia se constituiu em grupo econômico, com ramificações mafiosas em setores-chave da economia e do Estado nacional (vide as Minas e Energia), laços com empreiteiras e construtoras (corrompendo licitações e contratos), além da imensa fortuna familiar (visível e invisível).

6. O quase monopólio dos meios de comunicação de massa é outro componente da estrutura oligárquica, um controle direto (Sistema Mirante) ou indireto (aliados políticos e financiamento da mídia por verbas públicas). Estruturou-se dessa forma um Ministério da Mentira (MiniMent), espalhado na TV, no rádio, em jornais e na internet, cuja função é fabricar falsas verdades e distribuir falsas ilusões de progresso e desenvolvimento. Com a aproximação do período eleitoral, passou a vigorar o ?vale-tudo?, com a divulgação sistemática de falsas notícias e pesquisas, de boatos e mexericos fabricados para comprometer seus adversários e críticos.

7. A violência e o medo formam ainda um dos sustentáculos da estrutura oligárquica. A violência física e simbólica voltada contra os trabalhadores e suas organizações, contra políticos e partidos da oposição. Alimenta-se a crença de que o chefe oligárquico é um Deus onipotente e onipresente, que tudo pode e tudo quer. No entanto, a imagem divina de um mestre de marionetes apenas esconde a fragilidade de toda essa estrutura de poder, sustentada não na consciência popular, mas na coerção, no clientelismo, na compra de votos, no abuso de poder político, econômico e midiático. A oligarquia é apenas a caricatura de um falso Deus.

8. Por outro lado, a trajetória das oposições tem sido múltipla, fragmentada e sem continuidade, por diversas razões que convém brevemente examinar. Em primeiro lugar, pelo espaço ocupado por dissidentes da oligarquia, cuja ruptura se deu por questões menores, pois em sua maioria são meros parricidas, que pretendem eliminar o deus-oligarca apenas para ocupar o seu lugar, repetindo a estória do José que substituiu o Vitorino. Ou ainda retornando ao ninho da oligarquia ao primeiro sinal de adversidade e à primeira promessa de benesses, pois se trata de uma classe política majoritariamente patrimonial e governista.

9. O exemplo do governo deposto pelo golpe judiciário do TSE deve ser retomado. Eleito num Condomínio de forças políticas contraditórias, tanto conservadoras quanto progressistas, o governo pedetista optou por privilegiar o atraso, afastando-se das esperanças e aspirações populares. O sentido parricida logo se revelou no projeto de substituir a velha oligarquia e não avançar na perspectiva da democratização da política e da participação popular, promovendo um governo de efetivas reformas. Nada disso aconteceu e pagamos todos hoje o alto preço da opção pelo atraso, com o retorno ilegítimo da filha oligarca ao poder.

10. Ainda quanto à trajetória das oposições, verificou-se historicamente um amplo processo de cooptação no seio dos setores e partidos do campo democrático e popular. Cooptação de lideranças, militantes e partidos, que foram absorvidos e depois aniquilados pela máquina política da oligarquia. Em lugar de comemorar, devemos lamentar tais trajetórias, já que, se tivessem permanecido na luta, outro seria o quadro político e outras seriam as possibilidades de transformação do Maranhão. Assim, muito nos preocupa, nesse momento, que companheiros do PT estejam cogitando aliar-se com a oligarquia, em nome de um projeto nacional que, por todos os pontos de vista, não ficará comprometido se a decisão tomada for pela construção de uma candidatura do bloco de esquerda e progressista. Não há um único argumento a favor da aliança com a oligarquia que não tenha sido refutado no debate público estabelecido nas últimas semanas. Mas se o debate político já foi ganho, o jogo de bastidores e o processo de cooptação continuam...

11. A hora, portanto, é de preocupação. Mas principalmente de conclamar todos esses companheiros e companheiras a rever sua posição pró-aliança com a oligarquia, a rever sua opção pelo atraso, pois a construção de um novo Brasil não pode se dar ao custo da preservação do velho Maranhão!. Em nome de suas próprias histórias de vida e das histórias de todos os combatentes sociais desse estado, que lutaram e morreram em nome das idéias de democracia e transformação social, não se deixem seduzir pelo canto de sereia da oligarquia, que agora promete cargos e votos, apenas para cooptá-los, utilizá-los e depois jogar todos vocês fora. Não troquem sua história nas lutas e nos movimentos sociais para virar a chupa da laranja. Não se tornem o bagaço da cana, depois de bem triturado na moenda da Casa Grande do José. O juízo da história é implacável, como nos lembra o poema de Bertold Brecht:

Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis!

12. Nesse espírito de (re)construção da unidade política do campo democrático, popular e progressista é preciso avançar também na construção de uma cultura política democrática, que supere a luta fratricida que tanto custou e ainda custa para o avanço das forças de esquerda em nosso estado, e que só serve aos interesses dominantes. A construção do protagonismo da esquerda passa também pela recomposição dos laços internos entre tendências e facções, num jogo de colaboração onde todos ganham politicamente, ao passo em que constroem coletivamente alternativas populares e democráticas para o Maranhão.

12 e ½. Para finalizar, aos que eventualmente estranharam o título de minha intervenção no debate, gostaria de dizer que a 13ª tese será escrita pelos delegados do PT em seu Encontro Estadual. Logo veremos com que tintas os companheiros pretendem contar a sua história. Se pretendem ou não continuar imprescindíveis às lutas sociais, construindo o protagonismo das forças de esquerda e aproveitando as possibilidades abertas na atual conjuntura para a derrota da oligarquia no campo eleitoral e a formulação de um projeto alternativo para o Maranhão.

Logo veremos, portanto, com que cores pretendem pintar o futuro dos trabalhadores e trabalhadores do Maranhão. Sinceramente, contamos que seja um futuro onde se desmascare o falso deus e onde possamos cantar, com Mercedes Sosa: ?Gracias a la vida, que me ha dado tanto?. Pois, mais uma vez, a ESPERANÇA terá vencido o MEDO!



Wagner Cabral da Costa

Historiador / UFMA

segunda-feira, 22 de março de 2010

SECRETARIADO ESTADUAL TERÁ PELO MENOS 12 NOMES MODIFICADOS

12 secretários do governo roseana Sarney já confirmaram que deixarão o
cargo para disputar vagas para à Assembleia Legislativa e Câmara Federal.
Já na administração do município de São Luís, deveremos ter poucas
mudanças.

Seis membros do governo estadual pretendem concorrer ao cargo de deputado
federal. São eles: Ricardo Murad (PMDB), Roberto Costa (PMDB), Max Barros
(DEM), Fufuca Dantas (PMDB), Raimundo Cutrim (DEM) e Cesar Pires (DEM).

Outros seis concorrerão ao cargo de deputado federal. Gastão Vieira
(PMDB), Costa ferreira (PSC), Waldir Maranhão (PP), Luciano Moreira
(PMDB), Chiquinho Escórcio (PMDB) e Adhemar Freitas (DEM) deixaram o
secretariado.

Faltando apenas 15 dias para o final do prazo de desincompatibilização,
ainda restam dúvidas sobre as candidaturas de José Antonio Heluy (PT) e
João Abru (PMDB). Conceição Andrade e Tadeu Palácio declararam que não
deixarão seus cargos.


Secretariado municipal

Na prefeitura de São Luís, poucos secretários devem se interessar em
concorrer a um novo cargo. Ainda na metade da gestão municipal, a maioria
dos secretários preferem permanecer mais tempo e ganhar mais visibilidade.

Apenas Othlelino Neto (que já deixou o cargo desde janeiro) e Moacir
Feitosa demonstram interesse em participar das eleições 2010.





Com informações do O IMPARCIAl